Carvalho foi convocado a prestar explicações ainda em maio pelos integrantes da Comissão de Educação e Saúde da Câmara. Caso se recusasse a atender a convocação, poderia responder por crime de responsabilidade. O secretário garantiu que compareceria à Câmara, mas adiou por três vezes o encontro com os distritais. Para a deputada Erika Kokay, que tem denunciado persistentemente o caos no setor, os sucessivos adiamentos se devem ao fato de o secretário não ter como justificar algumas ações, como a entrega de recursos públicos à iniciativa privada e os processos irregulares de terceirização dos serviços, que, conforme a Constituição Federal, são dever do Estado. Um grupo de concursados, que espera a convocação da Secretaria de Saúde, promete acompanhar a reunião da Comissão de Educação e Saúde e também cobrar explicações. Sem prioridade No último dia 16, o secretário da Fazenda Valdivino de Oliveira esteve na Câmara para divulgar os números do governo relacionados ao desempenho econômico no primeiro quadrimestre de 2009. Os dados, porém, indicam que o GDF não cumpriu a aplicação do mínimo constitucional em serviços de saúde no período. Deveriam ter sido aplicados R$ 343 milhões no primeiro quadrimestre, mas foram gastos apenas R$ 132 milhões. Segundo o secretário, a meta será cumprida até o fim do ano – como se prestar um atendimento digno e urgente nesta área não fosse questão de vida ou morte, podendo esperar pelo prazo estabelecido pelo Governo Arruda. |