De O Globo: Uma denúncia de 2003 do Ministério Público Federal
(MPF), a que a GloboNews teve acesso, mostra que um esquema semelhante ao
mensalão do DEM de Brasília também foi instalado no período em que Joaquim Roriz
esteve à frente do governo do Distrito Federal. Segundo o documento, Roriz
usava de forma “reiterada, sistemática e permanente” recursos públicos na
campanha eleitoral.
Segundo o MPF, o governo Roriz
contratava empresas e repassava recursos para os pagamentos de serviços que
nunca seriam feitos. Depois, as empresas assumiam os gastos do comitê de
campanha do então governador que concorria à reeleição.
Na denúncia, são citadas ainda
duas empresas suspeitas de participação no mensalão do DEM, a Adler e a
Linknet. Entre os envolvidos no esquema, também está o nome do ex-secretário de
Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, principal testemunha do escândalo
do governo de José Roberto Arruda.
O dono da Linknet não quis falar
sobre o assunto. Everardo Ribeiro, advogado de Durval Barbosa, alegou que a
Justiça já o absolveu. Já o assessor de imprensa de Roriz, Paulo Fona, afirmou
que não houve uso de recursos públicos na campanha. A empresa Adler não foi
encontrada para comentar o assunto.
Em novembro 2003, O GLOBO publicou
reportagem mostrando a denúncia do MPF. Na época, estimava-se que o então
governador teria desviado US$ 28 milhões para a campanha. No mesmo ano, a ação
penal foi desmembrada. Os processos contra a maioria dos denunciados foram para
a Justiça comum e estão parados. Já o processo contra Roriz foi encaminhado
para o Superior Tribunal de Justiça porque ele tinha foro privilegiado por ser
governador na época. A ação, porém, não andou porque a Câmara Legislativa do DF
não deu a autorização para a Justiça processá-lo.