A Comissão Parlamentar de
Inquérito criada para investigar as denúncias de corrupção no GDF reuniu-se
nesta segunda-feira, 8 de março, e elegeu seus novos presidente e relator. Os
trabalhos serão comandados por Eliana Pedrosa (DEM) e relatados pelo petista Paulo
Tadeu. Ela declarou que pretende concluir todas as investigações em 90 dias, “para
que a CPI não se confunda com a campanha eleitoral”. Tadeu, por sua vez,
pretende apresentar novo roteiro de trabalho já na quarta-feira. A expectativa
do grupo é de que a primeira oitiva seja justamente do delator do esquema: o
ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa.
No último dia 3, em reunião que
durou cerca de meia hora, os membros da CPI aprovaram requerimento de Paulo
Tadeu, requisitando informações à Polícia Civil do DF sobre as Operações
Tucunaré e Terabyte. Os deputados também aprovaram pedidos de prorrogação de
prazo de outros órgãos, aos quais a CPI solicitou informações, entre eles a
Fundação de Apoio à Pesquisa.
(Com informações da Coordenadoria de Comunicação Social da CLDF)
Para saber mais
A seguir, detalhes sobre as
investigações da Polícia Civil relacionadas a esquemas de corrupção envolvendo,
de alguma forma, pessoas ligadas ao GDF:
Tellus: Teve início na Divisão Especial de Crimes contra a
Administração Pública (Decap) para investigar cobrança de propina para
liberação de lotes do Pró-DF. Houve escutas telefônicas e envolveu pessoas da
confiança do então vice-governador Paulo Octávio, lotadas na Secretaria de
Desenvolvimento Econômico e Turismo. Depois ficou sob a responsabilidade apenas
de promotores da área de combate ao crime organizado no Ministério Público do
Distrito Federal e Territórios.
Aquarela: Foi uma das mais bem-sucedidas investigações durante o
atual governo. De responsabilidade do Ministério Público, em parceria com a
Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco), investigou em 2007
desvios de recursos do Banco de Brasília (BRB) e lavagem de dinheiro,
envolvendo o ex-presidente da instituição, Tarcísio Franklim de Moura, e Juarez
Cançado, então coordenador-geral da Associação Nacional dos Bancos (Asbace). Na
operação, eles foram presos e já respondem a várias ações penais e de
improbidade administrativa.
Tucunaré: A investigação que teve origem na Decap da Polícia Civil
do DF apurava esquemas de lavagem de dinheiro por meio de doleiros. Utilizando
interceptações telefônicas, a operação flagrou conversas do policial civil
aposentado Marcelo Toledo com o doleiro Fayed Trabously. Toledo é aliado de
Arruda e de Paulo Octávio e foi procurado por Durval Barbosa para confirmar
denúncias em delação premiada. Ele é investigado também na Operação Caixa de
Pandora porque foi filmado por Durval entregando dinheiro a Omézio Pontes, o ex-assessor
de imprensa de Arruda.
Garatusa: Em outubro passado, a Polícia Civil prendeu 23 acusados de
fraudar serviços do Detran-DF, como venda de carteiras de motorista, falsas
vistorias de veículos e cancelamentos de multas e de pontos na carteira de habilitação.
Havia a suspeita de participação de um policial civil, mas essa parte da
investigação não chegou a ser confirmada. As diligências também ficaram a cargo
da Divisão de Atividades Especiais (Depate).
Terabyte: Um dos desdobramentos da Operação Megabyte, que cumpriu
em 2008 mandados de busca e apreensão na casa do então secretário de Relações
Institucionais Durval Barbosa, a Terabyte vasculhou escritórios de empresas de
informática no ano passado, para apurar esquema de desvio de recursos públicos
de contratos de prestação de serviço com o GDF e lavagem de dinheiro.
(Fonte: Correio Brazilienze)