"Com direitos somos humanos por inteiro"
Nova reunião com concursados da SEJUS
16/07 - Por iniciativa de Erika Kokay, foi realizada no último dia 6 nova reunião para discutir a situação dos concursados da SEJUS com autoridades do GDF. Nomeações começam em 19 de julho e vão até setembro, segundo informou SEJUS.
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FEZ-SE JUSTIÇA: Eurides Brito foi cassada
Distritais seguiram parecer de Erika na Comissão de Ética e cassaram o mandato de Eurides Brito, que tornou-se inelegível pelos próximos oito anos.
Ética na política é uma exigência
Em artigo, Erika repudia corrupção na política do DF e defende apuração rigorosa.
 
 
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A guerreira Erika Kokay

     Mãe de três filhos, Leon, Pablo e Natascha, casada, nascida em Fortaleza-CE e residente no DF desde 1975, Erika Kokay começou sua vida política em 1976, quando ingressou na Universidade de Brasília.

Movimento Estudantil

     Lutou contra a ditadura militar e pela liberdade de expressão. Em função de sua atuação enquanto dirigente estudantil foi punida com a expulsão dos quadros da UNB. Em São Paulo, ingressou no curso de História da USP, também por vestibular, em 1978. Foi presa e enfrentou toda a sorte de perseguições, mas continuou na militância estudantil.
     Foi uma das organizadoras da Passeata dos 30 mil estudantes contra a ditadura militar, marco histórico da luta por Liberdades Democráticas. Após a anistia, retornou à UNB por ação judicial e concluiu o curso de Psicologia em 1988. Na luta pela anistia, pela democracia, pelo direito à vida, teve a sua participação em todas as etapas.

Movimento Sindical

     Em 1982, ingressou na Caixa Econômica Federal. Organizou, em 1985, a primeira greve dos funcionários da Caixa em 125 anos de existência da empresa. Na ocasião, a categoria conquistou a jornada de seis horas e o direito à sindicalização, passando a ser reconhecida enquanto bancária.
     Desde então, liderou em nível nacional toda história de lutas dos bancários da CEF. Participou da direção sindical local de 1986 a 1989. Destacando-se como liderança da categoria bancária, foi eleita presidenta do Sindicato dos Bancários de Brasília por dois mandatos, de 1992 a 1998. Única mulher a exercer este cargo até o presente momento, Erika Kokay entende que está colocado para as trabalhadoras, além da igualdade de oportunidades, o desafio de evitar tanto a discriminação autoritária por uma suposta maior 'fragilidade' feminina, bem como a 'ditadura da perfeição'. Nesta última, o exercício das mais diferenciadas funções enquanto mãe, companheira, profissional, dirigente (entre outras), geralmente leva à excessiva exigência de perfeição no desempenho das mulheres, em comparação aos homens.
     Com uma prática firme na construção do sindicalismo cidadão e combativo, o Sindicato participou de forma decisiva na campanha pelo impeachment de Collor, contra a corrupção, contra o abuso dos banqueiros e em defesa dos bancos públicos. Atuou decididamente em uma política de resistência ativa à nociva política neoliberal continuada por FHC.
     Liderança nacional da categoria bancária, Erika Kokay foi secretária-geral da Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT).

Atuação no PT e na CUT

     No plano da construção partidária, Erika Kokay foi eleita dirigente regional, membro do Diretório e da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores. Renunciou a este último cargo, em função de sua eleição para a presidência da CUT/DF, a partir de julho de 2000.
     Neste período, a CUT organizou a marcha contra o apagão e a corrupção, contra Roriz, atos de solidariedade aos povos de todo o mundo, além de um trabalho intenso contra todas as formas de discriminação. Participou efetivamente de todas as lutas das mais diversas categorias, contribuindo na organização independente dos trabalhadores. Resistiu às investidas governamentais, seja no acordo do FGTS ou na luta contra a flexibilização da CLT.
     Para Erika Kokay, a dominação na ordem capitalista contemporânea sofistica a superexploração ao mesmo tempo em que aumenta as margens de exclusão da força de trabalho. Fenômeno que o modelo econômico de Collor/FHC considerou natural e que foi utilizado para impor o ataque frontal aos direitos historicamente conquistados pela classe trabalhadora. A situação periférica e subordinada do Brasil, agravada nos governos FHC e Roriz, aumentou a barbárie social em níveis insuportáveis. Segundo ela, além dos movimentos sociais organizados, faz-se necessário o estabelecimento de um diálogo permanente com um amplo contingente de trabalhadores hoje excluídos do trabalho formal.
     A história de Erika Kokay se confunde com a história dos trabalhadores. São 30 anos de luta, uma trajetória ligada à construção de uma nova sociedade, livre, justa e igualitária.
     Pelo reconhecimento de sua trajetória de lutas, pela firmeza e inteligência na defesa dos trabalhadores e pela sensibilidade para combater todas as formas de discriminação, Erika Kokay foi pré-candidata a deputada distrital em 2002.

A Deputada Distrital

     Eleita com expressiva votação, Erika Kokay vem caracterizando o mandato pela oposição intransigente ao governo Roriz. Erika está presente na luta contra a corrupção, os bingos, o abandono em que se encontra a Saúde, a utilização indevida do BRB e outras ações pela moralização do GDF. Eleita presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF em fevereiro de 2003, Erika está à frente na luta contra qualquer discriminação, em defesa mulher, da criança e do adolescente, pelo aumento da segurança bancária e na luta anti-manicomial, por um tratamento digno para os portadores de doença mental.
     Integrante da Comissão de Direitos Humanos após um ano à frente da sua presidência, a deputada continuou em 2004 a luta pela garantia da indivisibilidade dos direitos humanos, com entendimento de que o emprego, a saúde, a escola, a livre opção sexual e tantos outros estão interligados, constituindo-se nos pré-requisitos fundamentais para o pleno exercício da cidadania.
     Em 2004 presidiu a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Legislativa, na busca para montar uma rede de interlocutores que trabalhassem no sentido de conscientizar a sociedade sobre seus direitos enquanto consumidores. Realizou blitz em supermercados com o confisco de mercadorias estragadas e incentivou a comissão produzir diversos materiais para a conscientização dos consumidores sobre seus diretos, com o apoio de entidades da sociedade civil.
     Ao mesmo tempo, empenhou-se a favor da ética na política, tendo papel de destaque na cassação do ex-deputado Carlos Xavier e no episódio Benício Tavares, acusado de exploração sexual de menores e inocentado pela bancada governista do DF. Segundo Erika, essa decisão cobriu com o manto da impunidade a Câmara Legislativa.
     No final de 2004, Erika foi eleita líder do Partido dos Trabalhadores em 2005.
     Ao mesmo tempo, empenhou-se a favor da ética na política, tendo papel de destaque na cassação do ex-deputado Carlos Xavier e no episódio Benício Tavares, acusado de exploração sexual de menores e inocentado pela bancada governista do DF. Segundo Erika, essa decisão cobriu com o manto da impunidade a Câmara Legislativa.
     Durante o ano de 2005, como líder do PT, vem se destacando na denúncia da falta de políticas sociais por parte do GDF, o que vem comprometendo o futuro de crianças e adolescentes, que assim se tornam vítimas do crime e das drogas.
     Foi reeleita presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa e articulou a oposição contra a utilização de recursos das empresas públicas do DF em Corumbá IV; desarticulou o esquema escravista na Fazenda Tamanduá, no Gama; combateu a exploração sexual infantil e de adolescentes; denunciou as péssimas condições das escolas públicas; o sistema prisional do DF e apoiou a campanha salarial dos bancários e demais lutas dos trabalhadores.

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